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Como eu me organizo! No blog e loja virtual – Meu Negócio Criativo

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Hoje é dia de vídeo!

Decidi gravar um mostrando para vocês como eu me organizo. Afinal, é preciso prestar bastante atenção e se organizar muito para cuidar da loja virtual, blog, canal do YouTube, Fanpage, twitter, instagram, etc… risos. E nem assim eu consigo sempre!

Como o vídeo ficou muito longo, dividi em 2 partes e publico a segunda parte nesse mesmo post quando estiver pronto! 😉

Agora, a segunda parte do vídeo:

Quer saber mais sobre organização? Acesse os blogs:

Eu acompanho esses 3 blogs pelo feed e sempre tem ótima dicas!

Um desabafo sobre plágio, direitos autorais e crime

Eu achei que eu não ia mais me aborrecer com isso, mas aconteceu: alguém está vendendo o Kit para Abrir meu Coração! Ia fazer um vídeo-desabafo, mas não tive sangue frio para falar sobre isso sem me emocionar.

Algumas pessoas vão me dizer que eu não deveria me importar, outras vão dizer que se estão me copiando é porque meu trabalho é bom e que eu deveria não me importar, outras vão dizer para eu processar e outras ainda vão dizer para eu deixar pra lá. Qual é a resposta certa? Não sei, acho que cada um deve ter a sua. Eu ainda não descobri a minha, mas já pensei muito sobre o assunto e cheguei a algumas conclusões (só minhas, as suas podem ser diferentes, ok?).

A Cópia é tão comum que é aceita. Sadly.

Antes do Lilou Estúdio eu trabalhava com moda (como estilista ou produtora de moda) e nesse mercado a cópia é tão aceita e comum que ninguém mais presta atenção. Exceto quando alguém faz algum artigo sobre o assunto, se você digitar cópia + moda no Google vai ver. Os artigos geram um burburinho, uns comentários, mas pouco tempo (minutos pra ser exata) a história é esquecida. No meio “Craft”, nem se fala! Coisa mais comum ver artesãs copiando as artesãs que já copiaram de outras artesãs.

A Cópia é tão comum que com certeza você também está fazendo. #sqn

Essa pra mim é a pior, as pessoas estão tão acostumadas com copiar que para elas é impossível conceber que você realmente criou aquele produto. Num blog que divulgou o kit como uma ideia super copiável recebi a seguinte resposta de uma das leitoras :

(…)e outra duvido que tudo que ela comercializa não tem ”inspiração” vao começar olhar os trabalhos dela e ver se tem algo de outra pessoa.(…)

Sério! Eu ainda tenho que ouvir essas coisas.

Cópia é uma coisa, técnica é outra.

Esse é um exemplo bem específico para quem faz encadernação. A infinita maioria de técnicas e costuras na encadernação manual já existem há muito tempo e foram criadas por encadernadores de outras eras. Se você faz um álbum com costura longstitch ou copta, outras encadernadoras também podem (e vão) fazer e isso não é cópia. #prontofalei
A técnica já existe há muito, muito tempo… então não tente ser mãe biológica de filho adotivo, por favor.

Se eu criei o direito autoral é meu.

Tenho alguns produtos que foram criados por mim, ponto final. Todos os kits da loja virtual tem conceito, arte e ideias criados por mim, por isso só eu posso comercializar, certo? Não? Para a grande maioria das pessoas se eu coloquei na internet qualquer um pode pegar. Juro, eu já ouvi de uma pessoa que se eu não queria que copiassem não era para colocar na internet!!!!! Vamos desenhar?

  • Eu vendo online, certo?
  • Logo, meu cliente só pode ver o que eu estou vendendo na internet.
  • Até aqui tá claro?
  • Pro meu cliente ver e comprar o meu produto: ELE PRECISA ESTAR NA INTERNET.

Agora eu vou privar o meu cliente de ter informações completas sobre um produto para que pessoas mal intencionadas não copiem? #achoquenao

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Chegando a “dor de cabeça” inicial: o Kit para Abrir meu Coração. Já me chateei com posts em blogs “divulgando” o kit como uma ideia super copiável, alguns até mostrando as versões copiadas das leitoras, até aqui eu me irritei no começo mas como eram apenas “leitoras” decidi não me importar. Mas agora a coisa mudou, descobri uma “loja” em João Pessoa que está vendendo o Kit para Abrir meu Coração e ainda usando as minhas fotos para divulgar!!

A sensação de abuso que eu sinto é muito grande e explico porque:

  • Demorei algumas semanas para chegar a composição que eu achava ideal para o kit,
  • Pesquisei, andei, procurei os itens que se encaixariam no meu conceito,
  • Demorei 2 dias inteiros escrevendo e re-escrevendo o texto que vai no cartão,
  • Escolhi as cores e com ajuda do Marido desenvolvi a arte,
  • Montei o kit, fotografei tudo, tratei as fotos, etc..

Tudo isso é tempo, dinheiro, criatividade e trabalho que EU investi para que vocês tivessem um produto bacana e criativo para presentear. Esse é o meu trabalho, é o meu ganha pão, é como eu pago as minhas contas…

E ao copiar você está me roubando! Pode parecer “pesado”, mas é isso você está me roubando e isso é crime. Ponto final.

Obs.: A loja já foi notificada, fiz uma reclamação formal ao Facebook que retirou as fotos e eu já contactei a Delegacia de Crimes Digitais-PR. Todas as providências já estão sendo tomadas.

Vamos trocar experiências? – Meu Negócio Criativo #4

Estou muito feliz com o resultado da série Meu Negócio Criativo aqui no blog. Fico super orgulhosa quando as pessoas fazem comentários sobre os posts serem úteis e principalmente sobre eu ser sincera no que escrevo. Se você ainda não viu a série, segue a listinha dos 4 posts publicados até agora:

Andei pensando sobre como ampliar a conversa com vocês e decidi criar um grupo no Facebook chamado MEU NEGÓCIO CRIATIVO – LILOU ESTÚDIO para quem tem interesse em negócios criativos. O grupo é fechado e para participar você precisa solicitar aprovação, ok?

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A proposta do grupo é que os empreendedores e futuros empreendedores possam trocar experiências, ideias e dúvidas, assim todos se ajudam e podemos criar uma comunidade forte e unida.

Se interessou? Clique aqui e participe! Te espero lá.

Escolhendo o nome – Meu negócio criativo #3

Um dos momentos mais importantes quando você está começando o seu negócio criativo é escolher o nome. Aff, ô tarefa difícil.

Para quem está chegando agora, na série Meu Negócio Criativo estou contando um pouco das minhas peripécias como empreendedora. Já disse antes, mas repito, nada do que eu falo aqui está escrito na pedra, compartilho aquilo que vivi, onde errei, onde acertei e onde eu ainda não sei!

Como conto na página Sobre, a ideia do Lilou Estúdio nasceu em 2009 e sabendo mais ou menos o que eu queria fazer chegou a hora de escolher um nome. E agora? Na época ainda não tinha lido nem estudado nada sobre empreendedorismo e fiz tudo na intuição mesmo. Errei um tanto e acertei um pouco, quer ver como?

Saber qual é a “cara” da sua marca

Observando as minhas preferências, meus sonhos, meus desejos (afinal é o meu negócio criativo, certo?) e também o tipo de produto que eu iria produzir, eu conseguia enxergar que “visual” eu queria pra minha marca. Algo entre um loja de flores e boulangerie francesa.

Se eu fosse montar hoje uma loja física do Lilou Estúdio seria uma mistura das 2 imagens abaixo. “Sonho meu….”

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Com essas imagens na cabeça escrevi as palavras que representavam a “cara” da marca. Não lembro as palavras que eu usei na época, mas era algo como:

Crafty, florido, vintage, dreamy e meio francês.

Eu acho a parte do meio francês um pouco metida a besta (risinhos envergonhados…), mas lembro que na época não achei outra palavra para descrever. Agora, pegue o seu caderninho e escreva 5 palavras que definam como seria a cara da sua marca. Pronto?

Saber o que você não quer

Naquela época, ainda existiam poucas marcas de artesãos vendendo online e a grande maioria era de pessoas fazendo as mesmas coisas e sempre com nomes parecidos. Por isso, eu criei uma lista de palavras que eu não queria no meu nome. Não quero dizer que esses nomes são ruins, apenas que eu achava que eles não combinavam com a marca que eu queria criar.

Eu não queria nada com:

  • papel, linhas, agulhas, fios, etc…
  • Alguma coisa e meu nome, exemplo: artes de Dani, arterices de Dani, craft da Dani, etc…
  • nomes muito poéticos, como “estrelinhas cheirosas do orvalho”

Já com o que eu queria transmitir e o que eu queria evitar em mãos, comecei a parte da “transpiração”.

Anote todos os nomes e palavras que vierem a sua cabeça

Eu peguei um caderno e comecei a anotar tudo que me vinha a cabeça: palavras, expressões, coisas, bichos, comidas gostosas, lugares, flores, nomes de pessoas, etc. Tudo sem restrição, sem julgar nem avaliar palavra.

Foram dias e mais dias anotando tudo em um caderninho, minhas amigas próximas chegavam em casa e eu perguntava para elas palavras que as faziam lembrar de mim, bichos fofos e comidas que elas gostavam. Tudo que pintava ia pro caderno.

Depois de algumas folhas preenchidas, comecei a riscar o que eu não gostava, o que não tinha relação com a cara da marca e o que eu achava cafona. Comecei a perceber que a minha tendência era deixar nomes de animais que eu gostava. Ficaram raposa, coruja e girafa, aliás cada um desses tem uma história da minha vida ligada a eles.

Essa é outra dica, você tem apelidos? Histórias legais de vida? Use isso no seu nome. A Zilah do Dona das Coisinhas conta um pouco do porquê do nome que ela escolheu aqui. 

Pesquise os nomes em outras línguas

Com os três bichinhos em mente, sai para procurar como eram esses nomes em outras línguas, se havia alguma lenda ou história ligada a cada bicho. Depois de mais algumas semanas de pesquisa (isso mesmo, semanas…. achar um nome não é tarefa para um domingão apenas), estava convencida que a melhor palavra era Hibou (coruja em francês).

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Com uma boa palavra em mente, sai pesquisando de todas as maneiras possíveis para ver se o nome já estava sendo usado por alguém e estava. Da-lhe banho de água fria… Eu não queria desistir da coruja e nem do Hibou. Eis que encontrei um conto francês chamado Lilou le hibou, traduzindo Lilou a coruja, pronto o nome grudou em mim.

Mas alguns dias pensando e analisando, decidi: o nome seria Lilou, mas Lilou o quê? O primeiro nome seria Lilou Gifts & Crafts, mas achei longo demais e rebuscado demais. Como a intenção sempre foi fazer minhas ilustrações em aquarela também pensei: e se for Lilou Estúdio? 

Pronto. Eu não tinha mais dúvidas.

O que evitar e onde eu errei?

A primeira coisa que eu diria para você evitar é exatamente o meu maior erro: palavras que não se fala como se escreve.

A palavra Lilou é um nome francês muito comum, mas é em francês, por isso se fala LíLú e não LilOu, como muita gente acha.

Já me pararam e perguntaram: Você é do LilOu? Eu respiro e digo: Sim, sou eu mesma. Mas por dentro um pedacinho de mim acabou de morrer. Então, pense bem se o nome do seu coração não se fala como se escreve.

Acho que também você deve evitar nomes muito rebuscados. Oi, eu sou a Dani do Lilou Gifts & Cr… Cataploft, a pessoa já caiu no sono. Nomes que dão margem a dupla interpretação também não são legais, né?

Mas apesar de tudo isso, acho que o principal conselho é SIGA O SEU CORAÇÃO. E na dúvida, confie no seu instinto (meu marido não gostou do nome no começo, mas depois ele se acostumou).

P.s.: A imagem do caderno não é do caderno original (não sei onde ele se encontra), fiz hoje para fotografar e mostrar para vocês mais ou menos como foi o meu processo. E as fotos das fachadas tenho a muito tempo guardadas e não tenho mais a fonte, desculpe. 

E ai? O que acha? Como está a busca pelo nome do seu negócio criativo? Se quiser trocar ideias deixe um comentário. 😉

Sobre Aprender e Mudar – Meu Negócio Criativo #2

No último post da Série Meu Negócio Criativo falei sobre estar pronto e disposto, lembram? Talvez eu tenha cometido um erro: Desculpe, mas você nunca estará totalmente pronto! Você sempre precisará de novas ideias, novos conhecimentos e novos objetivos. E é melhor assim, afinal ninguém aqui é poste para ficar parado, é?

Stay Hungry Stay Foolish – Steve Jobs

Continue faminto, continue tolo. Nunca acredite que você já sabe o suficiente e sempre queira mais. Eu tenho essa sede de conhecer mais e aprender mais, por isso me inscrevi no último e-curso ofertado pela Holly Becker do Decor8, que de tempos em tempos junta um time de peso e faz uma nova edição do Blogging Your Way. O curso está na metade e até agora está valendo cada uma das doletas que eu paguei nele.

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Sabe qual é o maior mérito do curso (até agora)? Me fazer olhar para dentro e perceber o que eu preciso mudar e como as minha mudanças afetam a minha empresa, minha marca e minha vida. Ás vezes quando fazemos cursos rola aquela preguicinha de entrar de cabeça no que o curso propõe, sempre pensamos: aprendo agora e aplico depois.

NÃO!

Aprenda agora, aplique agora e sempre! A primeira mudança que fiz foi no layout do blog e na paleta de cores Lilou Estúdio. Quando a minha marca foi desenvolvida, foi pensada para que se eu desejasse poderia usa-la em qualquer cor e por comodismo eu nunca ousei nesse aspecto. Agora chegou a hora! Mudei agora e pode ser que eu mude mais vezes. Já deu uma olhada no novo layout? O que achou? Quero saber  a opinião de vocês!

Ah! Você ai que está sem saber por onde começar, os cursos online são uma opção incrível. Veja onde você pode aprender:

  • Decor8: o curso é em inglês, por isso se o seu inglês está meio ruinzinho veja a dica abaixo.
  • LiveMocha: Cursos de idioma online. Estudar por lá me ajudou a dar um up no meu inglês.
  • Marie Forleo: em inglês. Get Anything You Want é o que promete a Marie. Eu ainda não fiz, mas está na minha listinha de próximos.
  • Eduk: em português. Cursos de tudo que você possa imaginar.
  • Decola! LAB: em português. Curso oferecido pela Rafaela do Espaçonave. Eu não fiz, mas promete.
  • Sebrae EAD: em português. Fiz vários dos e-cursos do Sebrae quando estava começando o Lilou Estúdio, vale a pena para iniciantes.

Se você está lendo esse post, você tem acesso à internet, certo? Então não tem desculpa para não aprender e mudar!

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A série ”Meu negócio criativo” continua….

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