Escolhendo o nome – Meu negócio criativo #3

Um dos momentos mais importantes quando você está começando o seu negócio criativo é escolher o nome. Aff, ô tarefa difícil.

Para quem está chegando agora, na série Meu Negócio Criativo estou contando um pouco das minhas peripécias como empreendedora. Já disse antes, mas repito, nada do que eu falo aqui está escrito na pedra, compartilho aquilo que vivi, onde errei, onde acertei e onde eu ainda não sei!

Como conto na página Sobre, a ideia do Lilou Estúdio nasceu em 2009 e sabendo mais ou menos o que eu queria fazer chegou a hora de escolher um nome. E agora? Na época ainda não tinha lido nem estudado nada sobre empreendedorismo e fiz tudo na intuição mesmo. Errei um tanto e acertei um pouco, quer ver como?

Saber qual é a “cara” da sua marca

Observando as minhas preferências, meus sonhos, meus desejos (afinal é o meu negócio criativo, certo?) e também o tipo de produto que eu iria produzir, eu conseguia enxergar que “visual” eu queria pra minha marca. Algo entre um loja de flores e boulangerie francesa.

Se eu fosse montar hoje uma loja física do Lilou Estúdio seria uma mistura das 2 imagens abaixo. “Sonho meu….”

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Com essas imagens na cabeça escrevi as palavras que representavam a “cara” da marca. Não lembro as palavras que eu usei na época, mas era algo como:

Crafty, florido, vintage, dreamy e meio francês.

Eu acho a parte do meio francês um pouco metida a besta (risinhos envergonhados…), mas lembro que na época não achei outra palavra para descrever. Agora, pegue o seu caderninho e escreva 5 palavras que definam como seria a cara da sua marca. Pronto?

Saber o que você não quer

Naquela época, ainda existiam poucas marcas de artesãos vendendo online e a grande maioria era de pessoas fazendo as mesmas coisas e sempre com nomes parecidos. Por isso, eu criei uma lista de palavras que eu não queria no meu nome. Não quero dizer que esses nomes são ruins, apenas que eu achava que eles não combinavam com a marca que eu queria criar.

Eu não queria nada com:

  • papel, linhas, agulhas, fios, etc…
  • Alguma coisa e meu nome, exemplo: artes de Dani, arterices de Dani, craft da Dani, etc…
  • nomes muito poéticos, como “estrelinhas cheirosas do orvalho”

Já com o que eu queria transmitir e o que eu queria evitar em mãos, comecei a parte da “transpiração”.

Anote todos os nomes e palavras que vierem a sua cabeça

Eu peguei um caderno e comecei a anotar tudo que me vinha a cabeça: palavras, expressões, coisas, bichos, comidas gostosas, lugares, flores, nomes de pessoas, etc. Tudo sem restrição, sem julgar nem avaliar palavra.

Foram dias e mais dias anotando tudo em um caderninho, minhas amigas próximas chegavam em casa e eu perguntava para elas palavras que as faziam lembrar de mim, bichos fofos e comidas que elas gostavam. Tudo que pintava ia pro caderno.

Depois de algumas folhas preenchidas, comecei a riscar o que eu não gostava, o que não tinha relação com a cara da marca e o que eu achava cafona. Comecei a perceber que a minha tendência era deixar nomes de animais que eu gostava. Ficaram raposa, coruja e girafa, aliás cada um desses tem uma história da minha vida ligada a eles.

Essa é outra dica, você tem apelidos? Histórias legais de vida? Use isso no seu nome. A Zilah do Dona das Coisinhas conta um pouco do porquê do nome que ela escolheu aqui. 

Pesquise os nomes em outras línguas

Com os três bichinhos em mente, sai para procurar como eram esses nomes em outras línguas, se havia alguma lenda ou história ligada a cada bicho. Depois de mais algumas semanas de pesquisa (isso mesmo, semanas…. achar um nome não é tarefa para um domingão apenas), estava convencida que a melhor palavra era Hibou (coruja em francês).

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Com uma boa palavra em mente, sai pesquisando de todas as maneiras possíveis para ver se o nome já estava sendo usado por alguém e estava. Da-lhe banho de água fria… Eu não queria desistir da coruja e nem do Hibou. Eis que encontrei um conto francês chamado Lilou le hibou, traduzindo Lilou a coruja, pronto o nome grudou em mim.

Mas alguns dias pensando e analisando, decidi: o nome seria Lilou, mas Lilou o quê? O primeiro nome seria Lilou Gifts & Crafts, mas achei longo demais e rebuscado demais. Como a intenção sempre foi fazer minhas ilustrações em aquarela também pensei: e se for Lilou Estúdio? 

Pronto. Eu não tinha mais dúvidas.

O que evitar e onde eu errei?

A primeira coisa que eu diria para você evitar é exatamente o meu maior erro: palavras que não se fala como se escreve.

A palavra Lilou é um nome francês muito comum, mas é em francês, por isso se fala LíLú e não LilOu, como muita gente acha.

Já me pararam e perguntaram: Você é do LilOu? Eu respiro e digo: Sim, sou eu mesma. Mas por dentro um pedacinho de mim acabou de morrer. Então, pense bem se o nome do seu coração não se fala como se escreve.

Acho que também você deve evitar nomes muito rebuscados. Oi, eu sou a Dani do Lilou Gifts & Cr… Cataploft, a pessoa já caiu no sono. Nomes que dão margem a dupla interpretação também não são legais, né?

Mas apesar de tudo isso, acho que o principal conselho é SIGA O SEU CORAÇÃO. E na dúvida, confie no seu instinto (meu marido não gostou do nome no começo, mas depois ele se acostumou).

P.s.: A imagem do caderno não é do caderno original (não sei onde ele se encontra), fiz hoje para fotografar e mostrar para vocês mais ou menos como foi o meu processo. E as fotos das fachadas tenho a muito tempo guardadas e não tenho mais a fonte, desculpe. 

E ai? O que acha? Como está a busca pelo nome do seu negócio criativo? Se quiser trocar ideias deixe um comentário. ;-)

Receitinhas Lilou #7 – Chocolate quente com Especiarias

Há tempos lancei o Kit dos Segredos Culinários e ele é um grande sucesso desde então.  Sempre recebo emails e recadinhos do algumas pessoas que compraram pedindo ideias de receitas com os temperos que vão no kit: Cardamomo, Pimenta Rosa e Flor de Sal, por isso, nas próximas Receitinhas Lilou vou mostrar como eu uso esses itens nas minhas receitas.

Cardamomo

Tive contato com Cardamomo pela primeira vez  em 2008 quando ao fazer algumas pesquisas sobre café aprendi que os árabes costumam tomá-lo com cardamomo. Curiosa como sou, fui procurar e adorei o cheiro e sabor. Você já experimentou?

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Aproveitando o friozinho que chegou essa semana, vou começar por um receitinha de Chocolate Quente com Especiarias (Cardamomo + Canela). Essa não é uma receita para aquele leitinho com chocolate quente do dia-a-dia e sim para quando você está com vontade daquele super cremoso e forte chocolate!!!

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Para fazer a receita você vai precisar:

  • 250ml de Leite (ou a medida de 1 caneca),
  • 70g de chocolate meio amargo (aquele de barra mesmo),
  • 2 colheres de chocolate em pó (aquele do padre),
  • 3 grãos de cardamomo,
  • 1 pitada de canela em pó,
  • 1 colher de sopa de açúcar,

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O preparo é ridiculamente simples: coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo médio mexendo sempre com um fuet até o chocolate derreter e o leite levantar fervura.

É necessário esperar a fervura? Sim, explico. Se você não esperar a fervura o chocolate em barra vai derreter, mas não vai se misturar totalmente ao leite.

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Depois é só esperar esfriar um pouco e servir! Ah! Já ia esquecendo, coe com uma peneira para retirar as sementinhas de cardamomo.

Agora, se você está afim de caprichar na gordice, bata um chantilly…… opa, opa, pausa para o chantilly:

Para fazer o chantilly, você vai precisar de creme de leite fresco bem gelado (ou nata, como algumas marcas chamam) e um pouco de açúcar. Coloque o creme de leite (lembre-se BEM GELADO) na batedeira, bata até começar a ficar mais consistente, acrescente o açúcar e bata mais um pouco para chegar no ponto. Só tome cuidado para não bater demais para não ficar com gosto de manteiga.

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Ok… com o chantilly pronto é só cobrir a sua caneca, salpicar um pouco de chocolate em pó, correr para debaixo das cobertas e saborear o chocolate em estado líquido mais delicioso que você já provou!

P.s.: Se você estiver no clima, pode colocar 1 dose de conhaque para esquentar ainda mais o seu inverno. Que tal?

Amsterdam: quando sonhos se realizam! #LilouTrip

Eu já falei aqui no blog que Amsterdam sempre foi o lugar que eu mais quis conhecer nessa vida e posso te dizer uma coisa: eu amo a cidade mais ainda agora.

Ficamos 6 dias (só) na terra dos kaaskopen (cabeças-de-queijo, como os holandeses carinhosamente se chamam!), mas foi o suficiente para eu me encantar ainda mais pela cultura e pelas pessoas desse país. Está difícil escolher os pontos altos dessa semana para contar para vocês, mas vou tentar.

Jordaan e a feira de orgânicos da Noorderkerk

Nosso primeiro dia na cidade foi um sábado e eu já sabia que era nesse dia que rolava a famosa feira de orgânicos da NoorderKerk. Fomos a pé mesmo, já que o nosso apê (falo dele ali no fim do post!) era no mesmo bairro o Jordaan. Ao caminhar pelas ruas, eu já estava maravilhada com a arquitetura única e com a beleza dos canais.

liloutrip_baixa-111Mas ao chegar na feira, enlouqueci!! Visitar feiras de rua é um dos meus programas favoritos da vida, então imagine a minha alegria ao encontrar barracas de pães artesanais, queijos, flores, verduras, embutidos e a que mais me impressionou: COGUMELOS! Isso mesmo, tinha uma barraca só com diferentes tipos de cogumelos e muitos deles eu nunca tinha visto.

Decidimos não almoçar em um restaurante nesse dia e sim comer na feira mesmo. Comemos croquete de peixe, sanduíche de Arenque (aquele peixe cru curtido holandês), queijos, sanduíche de jamón com queijo gouda, batatas fritas com maionese e de sobremesa um delicioso stroopwafel quentinho feito na hora.

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Olha a minha carinha de “estou no paraíso”! Eu até gostei e bastante do tal arenque, tem até foto no instagram pra provar. Eu não tenho foto de tudo porque eu e o marido estávamos muito ocupados comendo (risos)! Aliás, não dá pra colocar todas as fotos aqui no post, por isso dê uma olhada no nosso álbum no facebook.

Zaanse Schans e a holanda pitoresca

Sabe aquela imagem da Holanda com moinhos, vaquinhas, tulipas e mocinhas com tamancos de madeira? Vai pra Zaanse Schans que você vai ver!

Ao perceber que os moinhos podiam acabar o governo holandês decidiu criar um “museu” a céu aberto com vários moinhos, fábricas de queijo e tamancos de madeira, casinhas típicas e lojinhas (claro!) com tudo de mais pitoresco sobre a Holanda.

É um passeio bem esquema turistão mesmo, com preços caros e tudo mais,  mas vale muito a pena!

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Eu queria muito conhecer o moinho De Kat (O Gato) que é um dos únicos lugares do mundo que ainda produzem pigmentos naturais para artistas fazerem as suas próprias tintas, mas o moinho está passando por uma reforma então foi um pouco decepcionante. Mesmo assim comprei uns pigmentos pra testar. As fotos de dentro do moinho eu tirei com a câmera descartável (aquela igual a do Kit dos Momentos Preciosos) e com outras câmeras de filme. Já mandei revelar e quando ficarem prontas faço outro post mostrando.

Keukenhof, tulipas e a bicicleta

Uma das coisas que eu mais queria ver era o Keukenhof (vulgo Parque das Tulipas) e eu queria que fosse perfeito, por isso acompanhamos a previsão do tempo a semana toda esperando o dia em que o Sol fosse iluminar o meu sonho e isso aconteceu no nosso último dia na Holanda (ufa!).

O parque não fica em Amsterdam como todos pensam, ele fica em Lisse e leva cerca de 30 min. para chegar lá. O lugar é um grande jardim mantido pelos produtores de flores da região. São milhares e milhares de Tulipas de todas as cores, tamanhos e formatos.

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Ficamos cerca de 3 horas no parque e depois de almoçar em um dos restaurantes que tem lá resolvemos alugar umas bikes para dar um rolê pelas plantações que ficam na região do parque. Foi inesquecível! Os famosos Tulip Fields são mesmo lindos e como o país é todo plano andar de bicicleta até que é bem tranquilo.

liloutrip_baixa-204 liloutrip_baixa-202 liloutrip_baixa-196 liloutrip_baixa-206Fizemos muitos outros programas, como o passeio no Red Light District e o de barco pelos canais, visitamos o Rijksmuseum, o museu do VanGogh, o Vondelpark e jantamos em um restaurante típico holandês. Foram tantos momentos incríveis e inesquecíveis que foi muito difícil escolher sobre qual falar. Aliás, posso contar mais sobre esses passeios se vocês quiserem em outro post.

O nosso apê

Essa é a dica de 1 milhão de euros (rs!)… quando for pra Amsterdam escolha bem onde vai se hospedar. Escolhemos um apê no Joordan em frente a WesterKerk, pertinho do Museu da Casa da Anne Frank e bem próximo a DamSquare, por isso tudo era super acessível a pé ou no máximo de tram. Já deixei um review sobre o apê no TripAdvisor pra quem quiser dar uma olhada. Aliás a dona é brasileira, o que facilita muito para quem não fala inglês.

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O apê fica ali naquela casa branca do meio e quem está desfocada aqui na foto é a estátua da Anne Frank da WesterKerk.

Acho que por hoje é isso, me digam se vocês querem mais posts sobre Amsterdam, ok?

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