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Mas e o couro? Ecológico ou Legítimo?

couros_post 004 copyRecebo muitos emails com dúvidas sobre os couros que usamos na confecção dos nossos produtos, por isso decidi escrever esse post para sanar as dúvidas e esclarecer qual é a posição do Lilou Estúdio com relação ao uso de couro animal e a responsabilidade ambiental.

A principal dúvida que recebemos é se o couro que usamos é “ecológico” (vou falar um pouco mais sobre ele abaixo) ou de origem animal. Usamos o couro de origem animal. Sim, estamos cientes de que diversos grupos ambientalistas e de direitos dos animais condenam o uso do couro animal, compreendemos e respeitamos a posição de todos.

Como recurso para fazermos a nossa parte na preservação do meio ambiente e diminuir a produção de novos insumos optamos por somente utilizar couro que é descartado pela indústria. Explico, as grandes industrias calçadistas e de vestuário utilizam grandes quantidades de matéria-prima (o couro) na produção dos seus itens e onde se utilizam grandes volumes sempre tem grandes descartes. Algumas empresas se especializaram na compra e revenda desse material que em muitos casos são peças de tamanho considerável ou até peles inteiras com pequenos defeitos que são mais que suficientes para a produção de cadernos e é numa dessas empresas que eu adquiro o nosso couro.

Aliás é por isso que dificilmente consigo reproduzir o mesmo sketchbook ou grimório mais que 2 vezes. O que não nos incomoda nenhum pouco, afinal cada cliente tem um peça (quase) exclusiva e nós estamos sempre renovando os produtos!

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Aí sempre vem aquela pergunta, mas porque você não usa “couro ecológico”? Primeiro precisamos estabelecer uma coisa: o couro que aquela vendedora do shopping te apresentou como “couro ecológico” não é couro e sim um tecido coberto com uma camada de PVC ou PU (poliuretano), ambos derivados do petróleo, por isso nem tão ecológico assim. Esse é só um ponto mas o real motivo por não usarmos esse tipo de material é a durabilidade.  UPDATE: O Couro legítimo se bem cuidado pode durar muitas décadas (e talvez até uns séculos! Temos exemplos vários livros antigos preservados!)

Produzimos itens para serem eternos, afinal as lembranças, pensamentos, desenhos e sonhos das pessoas estarão registrados nos nossos cadernos, grimórios e sketchs e eles não podem simplesmente se desfazer em suas mãos, né?

Mas o “couro ecológico” dura quanto tempo? Eu não sou nenhuma especialista, mas as peças de vestuário que eu tenho com esse material (sim, gente, sou igual todo mundo e já comprei uma jaqueta de PU) começaram a esfarelar em média depois de 3 anos. Tirei uma foto de uma jaqueta que comprei em 2010 e dá pra ver o “couro” se desfazendo.

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Compramos uma jaqueta de nylon para o meu marido na nossa lua de mel que tinha alguns detalhes em “couro ecológico” e realmente tinha, porque no lugar dos detalhes ficaram apenas a base de tecido do “couro”.

UPDATE: Existe uma modalidade de “couro sintético” que é desenvolvido para revestimento de livros que se bem aplicado e usado como revestimento de livros de capa-dura tem uma ótima durabilidade e acabamentos excelentes, como bem disse o Pablo num comentário abaixo. 

É isso gente. Não queremos convencer ninguém a começar a consumir itens em couro e sim expor o motivos pelos quais o Lilou Estúdio só utiliza couro legítimo.

Se você discorda da gente, por favor, deixe a sua opinião nos comentários.

O Aguayo e as novas cadernetas

Quando eu ganhei esse tecido da fofa Thais Fujarra do Yellow Estúdio fiquei logo empolgada para produzir alguma coisa com ele, mas também fiquei intrigada para saber mais das tradições e história ligados a ele.

O Aguayo (ou Awayo, como vi em alguns locais) é um tecido típico da região dos Andes. Sempre produzido em lã (de Alpacas, Vicunhas e Lhamas) ou algodão, ambos abundantes na região, as cores e desenhos mudavam de acordo com a época e etnia. Produzido desde 1.500 a.C., o aguayo seguia um rígido sistema hierárquico onde alguns padrões e cores eram reservados a determinadas classes da sociedade. Hoje acredito que o tingimento da lã seja industrial, porque as cores são muito fortes e brilhantes, mas antigamente eles usavam cores minerais, vegetais e animais.

Na região dos Andes, o tecido é usado na confecção de roupas, acessórios e também como Sling (aquele tecido que as mães usam para carregar seus bebês juntos ao corpo). Demais, né?

Essa é uma pequenina amostra do resultado. Fiz uma edição limitadíssima de cadernetas, estilo Moleskine, com cores diferentes nos detalhes. Vocês podem ver todas na nossa loja virtual.

O que acham?

P.s.: A Thais comprou o tecido quando esteve na Bolívia fotografando para a Madre Cortes. Assista o vídeo da campanha para ter uma pequena amostra desse lugar incrível.

Madre Cortes – Viva Latina / Summer 2013 from Captura on Vimeo.

Amo álbum de fotografias!

Quem nunca passou horas olhando os antigos álbuns de fotografias na casa da mãe? Eu adoro!

Mas hoje em dia parece que ninguém mais manda revelar as fotos (agora é imprimir!). Faz tempo que quero começar uma “campanha” pela volta dos álbuns com fotos coladas. Junto com essa vontade surgiram 2 oportunidades para que eu produzisse versões Lilou Estúdio.

Primeiro, o Iago fez 1 aninho. Ele é filho da minha prima querida (sabe aquela que você cresceu junto e não desgrudava? Essa!) e como nós moramos distantes uma da outra queria dar uma presente que ficasse com eles para sempre. E o que pode durar mais do que um lugar para guardar justamente as memórias?

O tema da festa dele foi Toy Story e inspirada no convite que era todo amarelo, laranja e azul escolhi esse xadrez laranja para a capa e azul para o miolo. Adorei a combinação!

A outra oportunidade foi quando uma cliente me procurou dizendo que tinha um tecido e gostaria de fazer um álbum com ele. Quando ela chegou o tecido era esse lindo toile de jouy de Caveiras, fiquei apaixonada.

Com 100 folhas e tamanho 32x32cm, o álbum ficou MA-RA-VI-LHO-SO!

Estou gostando tanto de fazer álbuns que vou produzir alguns para colocar na loja logo, logo.

 

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